Aprender em Filmes

Vivemos numa época demasiado rápida. Venderam-nos o progresso como algo que nos ia libertar, mas aconteceu o contrário. Quanto mais trabalhamos com computadores para ganhar tempo mais enchemos o tempo que ganhamos com trabalho… O stop-motion está fora disso tudo, é um espaço manual, de criação, como uma escultura que se vai revelando aos poucos. Claude Barras, realizador de “A minha vida de Courgette”, entrevistado no Público, 12.05.17.

APRENDER EM FILMES CONSISTE NA REALIZAÇÃO de filmes de animação ao longo do ano lectivo. Cada filme integra um conjunto de oficinas que, utilizando o cinema de animação através de diferentes técnicas (pixilação, marionetas de papel recortado e de plasticina, desenhos animados no quadro preto, etc), proporcionam um trabalho organizado em conjunto com alunos e professores. Com vista a permitir uma contínua valorização da actividade, o CINE CLUBE DE VISEU convida, regularmente, diferentes realizadores para assegurarem a orientação da actividade, organizando residências artísticas para esse efeito.

OBJECTIVOS
– Promover a interdisciplinaridade: enquadrar várias áreas curriculares e não curriculares;
– Proporcionar a oportunidade de construir os seus próprios instrumentos pedagógicos e de os partilhar com outras escolas (o filme como instrumento pedagógico);
– Potenciar o manuseamento directo das tecnologias de informação e comunicação por parte dos alunos;
– Utilizar o cinema de animação como instrumento de motivação para novos conteúdos, programas curriculares, e interesse geral para a escola.

METODOLOGIA Cada filme é realizado durante dez a doze sessões nas escolas. Como ponto de partida, são analisadas as várias técnicas de cinema de animação. Explorar-se-ão com os alunos as diversas etapas para a realização de um filme, desde o trabalho sobre o tema, o eventual desenvolvimento de personagens e adaptação de uma história, à animação e sonorização pelos alunos. As sessões serão orientadas de forma a construir um processo e um produto partilhado, tirando partido das contribuições de cada formando, desde o trabalho plástico de construção de cenários, adereços e personagens, animação e por fim a filmagem. A metodologia adoptada optimiza a participação de cada aluno no processo de captura de imagens e manuseamento de software, proporcionando continuidade, na escola e em casa, das experiências de animação.

APRESENTAÇÃO PÚBLICA DOS FILMES No final das sessões é organizada a apresentação pública do filme realizado, já sonorizado e montado, onde estão presentes a comunidade educativa e os pais dos alunos participantes. Nessa sessão, que muito orgulha todos os alunos, serão entregues os certificados de participação.

Destinatários
ALUNOS DO 1º CEB AO SECUNDÁRIO
Ano Lectivo 16/17 – Participantes
25 ALUNOS
ESCOLA DE ARTES DE SILGUEIROS, ESCOLA PROFISSIONAL DE TORREDEITA
Ano Lectivo 17/18 – Participantes
A DEFINIR
Coordenação
GRAÇA GOMES

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O MURO
13 participantes // 21 out // 04 dez 2015

Algumas dúvidas sobre os estereótipos de género, e uma certeza: todos somos seres humanos, independentemente do sexo com que nascemos.

Realização ESCOLA SECUNDÁRIA FELISMINA ALCÂNTARA, MANGUALDE
Realizadora 
GRAÇA GOMES
Assistência de Realização 
ANA SEIA DE MATOS
Sonoplastia 
LUÍS FILIPE NETO

 

CAPITÃO E A CIDADE dá corpo ao desafio de evocar, através do cinema de animação, e num processo de partilha com os alunos, uma das personalidades mais marcantes de Viseu no Século XX… o Capitão Almeida Moreira!

No centro da história estão as intervenções e os espaços pensados pelo Capitão: os azulejos do Rossio, a Glorieta Tomás Ribeiro ou a Glória a Grão Vasco. A curta-metragem assenta em personagens inspiradas no universo do nosso protagonista, a saber, o operador de câmara do filme “Viseu” (1930), desenvolvido pelo próprio Capitão Almeida Moreira, e uma camponesa captada neste mesmo filme de promoção da cidade, nos anos 1930, que se cruzam pela cidade, até ao encontro final no Museu Grão Vasco, que o Capitão Almeida Moreira fundou há precisamente 100 anos.