Sobre o CCV

Fundado em 1955 por iniciativa de um grupo de cinéfilos viseenses, o CINE CLUBE DE VISEU teve, logo na sua primeira fase de existência, momentos altos de intervenção cultural, num período da vida do nosso país em que era difícil tal acção. Projectando filmes para público em geral, no “Cine Rossio”, e para público infantil, no “Clube de Viseu”, todas as sessões eram, já na altura, acompanhadas por textos de apoio e por palestras.

Perspectivando a divulgação e o estudo do Cinema, como arte e cultura, nos seus múltiplos aspectos, durante a sua história o CCV desenvolveu várias iniciativas, no campo da formação, exposições, concursos, etc. Conseguiu grande notoriedade dinamizando áreas como o teatro, as artes plásticas, a música, e especialmente com a sua Secção de Fotografia e o Concurso Anual de Fotografia. Em períodos de adormecimento cultural de Viseu, o CCV foi um pólo de animação cultural de relevo.

No segundo semestre de 1985 o CCV muda-se para a sede localizada no Largo da Misericórdia, onde centraliza a actividade e instala a biblioteca e arquivo. As sessões de cinema têm lugar pelos mais importantes espaços culturais de Viseu: Auditório da Casa-Museu de Almeida Moreira, Auditório Mirita Casimiro e, desde 1997, no Instituto Português da Juventude. Neste ano foi reconhecida ao CCV a Utilidade Pública “pelo mérito cultural desenvolvido ao longo da sua história”.

Em 1999, teve início o projecto CINEMA PARA AS ESCOLAS, realizado anualmente e que visa a sensibilização e formação de novos públicos para o cinema. Entre 2004 e 2006, em parceria com a ACERT de Tondela, o CCV desenvolveu o projecto COMUM – REDE CULTURAL, uma plataforma pioneira em Portugal: consistiu numa programação artística e cultural supra-municipal, abrangendo mais de 100 mil habitantes em sete municípios de três distritos (Aguiar da Beira, Mangualde, Oliveira de Frades, Santa Comba Dão, Sever do Vouga, Tondela e Vouzela).

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Com sede na Rua Escura, no Centro Histórico de Viseu, o CCV é hoje uma instituição empenhada em cumprir o seu papel cada vez com mais profissionalismo, com o simples objectivo de, para que a memória cinéfila não se perca, divulgar o cinema enquanto arte e numa perspectiva de cultura integrada.